Votações no processo de impeachment de Dilma Rousseff

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As votações no processo de impeachment de Dilma Rousseff ocorreram em diversos momentos. Primeiro, a comissão especial formada por deputados federais decidiu sobre o pedido de impedimento do mandato presidencial de Dilma Rousseff, se seria admitido ou não. Independentemente do resultado, o parecer foi votado no plenário da Câmara dos Deputados em 17 de abril de 2016, cujo resultado seria decisivo no prosseguimento ou na rejeição do processo.[1] Em ambas as votações, a denúncia foi admitida e o parecer sobre a mandatária Dilma Rousseff foi encaminhado ao Senado Federal.

Na Câmara dos Deputados

Resumir
Perspectiva

Na comissão especial, sobre a admissibilidade

Em 6 de abril, o relator do processo na comissão, Jovair Arantes (PTB), apresentou parecer recomendando a seus colegas votarem pela abertura de um processo contra a presidente. Arantes disse que estava convicto da existência de "indícios de gravíssimos e sistemáticos atentados à Constituição Federal" e o seu relatório assumiu a existência de um crime de responsabilidade. A análise enfatizou principalmente as acusações de irregularidades na gestão das contas públicas, como as pedaladas fiscais, e seus efeitos na crise econômica.[2][3]

A comissão do impedimento iniciou as discussões pós-relatório na tarde de 8 de abril, sexta-feira. A sessão iniciou às quinze horas, mas poderia se prolongar até o dia seguinte, sábado, com o objetivo de cumprir o prazo de cinco sessões de discussão após a defesa de Dilma. Assim, a votação da comissão poderia ocorrer segunda-feira, dia 11. Cunha pretendia realizar sessões todos os dias para apressar o processo, mas a reunião da sexta-feira era não deliberativa, isto é, haveria apenas discussões, sem votação de projetos. Ele explicou que o rito, a partir dali, consistiria em: votação do parecer na comissão especial; leitura na sessão ordinária imediatamente seguinte; publicação no diário em 48 horas; e colocação em pauta. Depois, seria feita a votação, sem depender do dia em si.[4]

Na noite de 11 de abril, a comissão aprovou o relatório de Arantes, por 38 votos a 27. A sessão durou nove horas e foi bastante tensa, com bate-bocas e provocações entre deputados do governo e da oposição. Arantes começou dizendo que "a população clama" pela continuidade do processo e que havia indícios de crime de responsabilidade. Logo depois, José Eduardo Cardozo acusou o parecer de conter "contradições" e "equívocos conceituais", além de afirmar que havia um "desejo político" pelo impeachment. O PMDB, que liberou o voto de seus membros, e o PSD, cujos deputados fizeram discursos contra e a favor, ficaram rachados na hora da votação. O relatório ainda teria que ser lido no plenário no dia 12 e publicado no diário oficial, na manhã do dia 13 de abril. Depois, seria respeitado um prazo de 48 horas para a votação no plenário.[5]

Votos

Mais informação UF, Deputado ...
UFDeputadoPartidoVoto[6][7]
ParaíbaAguinaldo RibeiroPPNão
São PauloAlex ManentePPSSim
ParanáAliel MachadoREDENão
São PauloArlindo ChinagliaPTNão
BahiaBacelarPTNNão
Rio de JaneiroBenedita da SilvaPTNão
BahiaBenito GamaPTBSim
PernambucoBruno AraújoPSDBSim
São PauloBruno CovasPSDBSim
São PauloCarlos SampaioPSDBSim
Rio de JaneiroChico AlencarPSOLNão
CearáDanilo FortePSBSim
RoraimaÉdio LopesPRNão
São PauloEduardo BolsonaroPSCSim
BahiaElmar NascimentoDEMSim
Minas GeraisEros BiondiniPROSSim
Espírito SantoEvair de MeloPVSim
PernambucoFernando Coelho FilhoPSBSim
ParanáFernando FrancischiniSDSim
PiauíFlávio NogueiraPDTNão
Rio Grande do SulHenrique FontanaPTNão
Rio de JaneiroJandira FeghaliPCdoBNão
Rio Grande do SulJerônimo GoergenPPSim
RoraimaJohnathan de JesusPRBSim
São PauloJosé MentorPTNão
BahiaJosé RochaPRNão
GoiásJovair ArantesPTBSim
Rio de JaneiroJúlio LopesPPSim
MaranhãoJúnior MarrecaPENNão
BahiaJutahy JúniorPSDBSim
Minas GeraisLaudivio CarvalhoSDSim
Rio de JaneiroLeonardo PiccianiPMDBNão
Minas GeraisLeonardo QuintãoPMDBSim
BahiaLúcio Vieira LimaPMDBSim
Rio Grande do SulLuiz Carlos Ghiorzzi BusatoPTBSim
Minas GeraisMarcelo AroPHSSim
São PauloMarcelo SquassoniPRBSim
São PauloMarco FelicianoPSCSim
Minas GeraisMarcos MontesPSDSim
Santa CatarinaMauro MarianiPMDBSim
PernambucoMendonça FilhoDEMSim
Mato GrossoNilson LeitãoPSDBSim
São PauloOrlando SilvaPCdoBNão
Rio Grande do SulOsmar TerraPMDBSim
São PauloPaulinho da ForçaSDSim
Minas GeraisPaulo Abi-AckelPSDBSim
BahiaPaulo MagalhãesPSDNão
São PauloPaulo MalufPPSim
São PauloPaulo TeixeiraPTNão
Rio Grande do SulPepe VargasPTNão
BahiaRoberto BrittoPP
Rio de JaneiroRodrigo MaiaDEMSim
Distrito FederalRogério RossoPSDSim
Distrito FederalRonaldo FonsecaPROSSim
RoraimaShéridanPSDBSim
PernambucoSilvio CostaPTdoBNão
PernambucoTadeu AlencarPSBSim
Mato GrossoValtenir PereiraPMDBNão
São PauloVicente CândidoPTNão
TocantinsVicentinho JúniorPRNão
Rio de JaneiroWadih DamousPTNão
Minas GeraisWeliton PradoPMBSim
MaranhãoWeverton RochaPDTNão
ParáZé GeraldoPTNão
Fechar

No Plenário, sobre a admissibilidade

Resultado da votação no plenário da Câmara dos Deputados por unidade federativa:
  Sim—90-100%: AM, RO
  Sim—80-89,99%: GO, RN, RR, SC, PR, SP, ES
  Sim—70-79,99%: MG, MT, PB, SE, TO, RJ, PE, RS
  Sim—60-69,99%: AL, MS
  Sim—50-59,99%: PA, MA
  Empate: AC, PI
  Não—50-59,99%: AP, CE, BA

Na manhã de 15 de abril, os deputados abriram uma sessão para analisar a admissibilidade do processo. Haveria outra sessão no dia seguinte, sábado, e a votação ocorreria domingo, 17 de abril. O roteiro de sexta consistiu nestas fases: 25 minutos para os autores do pedido se pronunciarem; 25 minutos para a defesa da presidente se pronunciar; e uma hora para a manifestação aberta de cada partido com representação na Câmara. A sessão foi encerrada às 18 horas e 55 minutos do sábado, 16 de abril, o que fez com que entrasse para a história como a maior sessão da história da Câmara dos Deputados.[8] Na mesma noite, começaram as manifestações individuais dos deputados que se inscreveram no dia anterior, com três minutos para cada um e com alternância de posições contra e a favor.[9]

A sessão definitiva da Câmara, no dia 17 de abril, tinha a seguinte agenda: abertura às 14 horas; manifestação dos líderes na câmara; e votação dos deputados, com tempo previsto de dez segundos para cada voto. Cada deputado teria que ir ao microfone e responder: sim, para a aprovação do parecer que recomendava a abertura do processo contra Dilma; não, para a rejeição do parecer; ou abstenção. A abertura do processo no Senado só poderia ser autorizada com 342 votos favoráveis.[10]

Quebrando a tradição de neutralidade do cargo de Presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha votou favoravelmente ao impeachment e disse: "Que Deus tenha misericórdia desta Nação!".[11][12] Às 23 horas e 8 minutos de 17 de abril, o deputado Bruno Araújo (PSDB-PE) emitiu o voto favorável de número 342. Nesse momento, a Câmara dos Deputados decidiu pela autorização do processo de impedimento ao Senado. A sessão durou 9 horas e 47 minutos e a votação durou seis horas e dois minutos. A vitória oposicionista ocorreu por 367 votos favoráveis contra 137 contrários. Houve sete abstenções e somente dois ausentes dentre os 513 deputados.[13]

Votos

Os votos estão ordenados por estado e regiões.[14]

Votos necessários para a admissibilidade do processo: 342
367  137  9 
Sudeste
Mais informação Unidade federativa, Deputado ...
Unidade federativaDeputadoPartidoVoto
Espírito Santo[15]Carlos ManatoSDSim
Jorge SilvaPHSSim
Evair de MeloPVSim
Givaldo VieiraPTNão
Helder SalomãoPTNão
Lelo CoimbraPMDBSim
Marcus VicentePPSim
Max FilhoPSDBSim
Paulo FolettoPSBSim
Sérgio VidigalPDTSim
Minas Gerais[16]Adelmo Carneiro LeãoPTNão
Aelton FreitasPRNão
Bilac PintoPRSim
Bonifácio AndradaPSDBSim
BrunnyPRNão
Caio NarcioPSDBSim
Carlos MellesDEMSim
Dâmina PereiraPSLSim
Delegado Edson MoreiraPRSim
Diego AndradePSDSim
Dimas FabianoPPSim
Domingos SávioPSDBSim
Eduardo BarbosaPSDBSim
Eros BiondiniPROSSim
Fábio RamalhoPMDBSim
Franklin LimaPPSim
Gabriel GuimarãesPTNão
George HiltonPROSNão
Jaime MartinsPSDSim
Jô MoraesPCdoBNão
Júlio DelgadoPSBSim
Laudivio CarvalhoSDSim
Leonardo MonteiroPTNão
Leonardo QuintãoPMDBSim
Lincoln PortelaPRBSim
Luis TibéPTdoBSim
Luiz Fernando FariaPPSim
Marcelo Álvaro AntônioPRSim
Marcelo AroPHSSim
Marcos MontesPSDSim
Marcus PestanaPSDBSim
Margarida SalomãoPTNão
Mário HeringerPDTSim
Mauro LopesPMDBSim
Miguel CorrêaPTNão
Misael VarellaDEMSim
Newton Cardoso JúniorPMDBSim
Odelmo LeãoPPSim
Padre JoãoPTNão
Patrus AnaniasPTNão
Paulo Abi-AckelPSDBSim
Raquel MunizPSDSim
Reginaldo LopesPTNão
Renzo BrazPPSim
Rodrigo de CastroPSDBSim
Rodrigo PachecoPMDBSim
Saraiva FelipePMDBSim
Stefano AguiarPSDSim
Subtenente GonzagaPDTSim
Tenente LúcioPSBSim
Toninho PinheiroPPSim
Weliton PradoPMBSim
Zé SilvaSDSim
Rio de Janeiro[17]Alexandre SerfiotisPMDBSim
Alessandro MolonREDENão
Alexandre VallePRSim
Altineu CortesPMDBSim
Arolde de OliveiraPSCSim
Áureo LídioSDSim
Benedita da SilvaPTNão
Cabo DacioloPTdoBSim
Celso PanseraPMDBNão
Chico AlencarPSOLNão
Chico d'ÂngeloPTNão
Clarissa GarotinhoPRFalta
Cristiane BrasilPTBSim
DeleyPRSim
Dr. JoãoPRSim
Eduardo CunhaPMDBSim
Ezequiel TeixeiraPTNSim
Felipe BornierPROSSim
Fernando JordãoPMDBSim
Francisco FlorianoDEMSim
Glauber BragaPSolNão
Hugo LealPSBSim
Indio da CostaPSDSim
Jair BolsonaroPSCSim
Jandira FeghaliPCdoBNão
Jean WyllysPSOLNão
Júlio LopesPPSim
Leonardo PiccianiPMDBNão
Luiz Carlos RamosPTNSim
Luiz SérgioPTNão
Marcelo MatosPHSSim
Marco Antônio CabralPMDBSim
Marcos SoaresDEMSim
Miro TeixeiraREDESim
Otávio LeitePSDBSim
Paulo FeijóPRSim
Pedro PauloPMDBSim
Roberto SalesPRBSim
Rodrigo MaiaDEMSim
Rosângela GomesPRBSim
Sergio ZveiterPMDBSim
Simão SessimPPSim
Sóstenes CavalcanteDEMSim
Soraya SantosPMDBSim
Wadih DamousPTNão
Washington ReisPMDBSim
São Paulo[18]Alex ManentePPSSim
Alexandre LeiteDEMSim
Ana PeruginiPTNão
Andrés SanchezPTNão
Antonio BulhõesPRBSim
Arlindo ChinagliaPTNão
Arnaldo Faria de SáPTBSim
Arnaldo JardimPPSSim
Baleia RossiPMDBSim
Beto MansurPRBSim
Bruna FurlanPSDBSim
Bruno CovasPSDBSim
Capitão AugustoPRSim
Carlos SampaioPSDBSim
Carlos ZarattiniPTNão
Celso RussomannoPRBSim
Sinval MalheirosPTNSim
Duarte NogueiraPSDBSim
Edinho AraújoPMDBSim
Eduardo BolsonaroPSCSim
Eduardo CuryPSDBSim
Eli Corrêa FilhoDEMSim
Evandro GussiPVSim
Fausto PinatoPPSim
FlavinhoPSBSim
Floriano PesaroPSDBSim
Gilberto NascimentoPSCSim
GoulartPSDSim
Guilherme MussiPPSim
Herculano PassosPSDSim
Ivan ValentePSOLNão
Jefferson CamposPSDSim
João Paulo PapaPSDBSim
Jorge Tadeu MudalenDEMSim
José MentorPTNão
Keiko OtaPSBSim
Luiz Lauro FilhoPSBSim
Luiza ErundinaPSOLNão
Major OlímpioSDSim
Mara GabrilliPSDBSim
Marcelo SquassoniPRBSim
Marcio AlvinoPRSim
Miguel HaddadPSDBSim
Miguel LombardiPRSim
Milton MontiPRSim
Missionário José OlímpioDEMSim
Nelson MarquezelliPTBSim
Nilto TattoPTNão
Orlando SilvaPCdoBNão
Paulo Freire CostaPRSim
Paulo MalufPPSim
Paulo Pereira da SilvaSDSim
Paulo TeixeiraPTNão
Marco FelicianoPSCSim
Renata AbreuPTNSim
Ricardo IzarPPSim
Ricardo TripoliPSDBSim
Roberto AlvesPRBSim
Roberto de LucenaPVSim
Rodrigo GarciaDEMSim
Samuel MoreiraPSDBSim
Sérgio ReisPRBSim
Sílvio TorresPSDBSim
TiriricaPRSim
Valmir PrascidelliPTNão
Vanderlei MacrisPSDBSim
Vicente CândidoPTNão
VicentinhoPTNão
Vinicius CarvalhoPRBSim
Vitor LippiPSDBSim
Fechar
Nordeste
Mais informação Estado, Deputado ...
EstadoDeputadoPartidoVoto
Alagoas[19]Arthur LiraPPSim
Cícero AlmeidaPMDBSim
Givaldo CarimbãoPHSNão
João Henrique CaldasPMDBSim
Marx BeltrãoPMDBSim
Mauricio QuintellaPRSim
PaulãoPTNão
Pedro VilelaPSDBSim
Ronaldo LessaPDTNão
Bahia[20]Afonso FlorencePTNão
Alice PortugalPCdoBNão
Antonio BritoPSDNão
Antônio ImbassahyPSDBSim
Arthur MaiaPPSSim
João Carlos Bacelar BatistaPTNNão
Bebeto GalvãoPSBNão
Benito GamaPTBSim
Cacá LeãoPPAbs.
Luiz Carlos CaetanoPTNão
Claudio CajadoDEMSim
Daniel AlmeidaPCdoBNão
Davidson MagalhãesPCdoBNão
ElmarDEMSim
Erivelton SantanaPENSim
Félix Mendonça JúniorPDTNão
Fernando TorresPSDNão
Irmão LázaroPSCSim
João Carlos Paolilo Bacelar FilhoPRNão
João GualbertoPSDBSim
Jorge SollaPTNão
José Carlos AleluiaDEMSim
José Carlos AraújoPRNão
José Nunes SoaresPSDNão
José RochaPRNão
Jutahy JúniorPSDBSim
Lúcio Vieira LimaPMDBSim
Márcio MarinhoPRBSim
Mário Negromonte JúniorPRBAbs.
Moema GramachoPTNão
Paulo AziDEMSim
Paulo MagalhãesPSDNão
Roberto BrittoPPNão
Ronaldo CarlettoPPNão
Sérgio BritoPSDNão
Tia EronPRBSim
Uldurico JúniorPVSim
Valmir AssunçãoPTNão
Waldenor PereiraPTNão
Ceará[21]Adail CarneiroPPSim
Aníbal GomesPMDBFalta
Ariosto HolandaPDTNão
Arnon BezerraPTBNão
Cabo SabinoPRSim
Chico LopesPCdoBNão
Danilo FortePSBSim
Domingos NetoPSDNão
Genecias NoronhaSDSim
Gorete PereiraPRAbs.
José AirtonPTNão
José GuimarãesPTNão
Leônidas CristinoPDTNão
Luizianne LinsPTNão
MacedoPPNão
Moroni TorganDEMSim
Moses RodriguesPMDBSim
OdoricoPTNão
Raimundo MatosPSDBSim
Ronaldo MartinsPRBSim
Vicente ArrudaPDTNão
Vitor ValimPMDBSim
Maranhão[22]Alberto FilhoPMDBSim
Aluísio MendesPTNNão
André FufucaPPSim
Cléber VerdePRBSim
Eliziane GamaPPSSim
Hildo RochaPMDBSim
João CasteloPSDBSim
João MarceloPMDBNão
José ReinaldoPSBSim
Júnior MarrecaPENNão
Juscelino FilhoDEMSim
Pedro FernandesPTBNão
Rubens Pereira JúniorPCdoBNão
Sarney FilhoPVSim
Victor MendesPSDSim
Waldir MaranhãoPPNão
Weverton RochaPDTNão
Zé CarlosPTNão
Paraíba[23]Aguinaldo RibeiroPPSim
Benjamin MaranhãoSDSim
Damião FelicianoPDTNão
Efraim Morais FilhoDEMSim
Hugo MottaPMDBSim
Luiz CoutoPTNão
Manoel JuniorPMDBSim
Pedro Cunha LimaPSDBSim
Rômulo GouveiaPSDSim
Veneziano VitalPMDBSim
Wellington RobertoPRNão
Wilson FilhoPTBSim
Pernambuco[23]Anderson FerreiraPRSim
Adalberto CavalcantiPTBNão
André de PaulaPSDSim
Augusto CoutinhoSDSim
Betinho GomesPSDBSim
Bruno AraújoPSDBSim
Daniel CoelhoPSDBSim
Danilo CabralPSBSim
Eduardo da FontePPSim
Fernando Coelho FilhoPSBSim
Gonzaga PatriotaPSBSim
Jarbas VasconcelosPMDBSim
João Fernando CoutinhoPSBSim
Jorge Côrte RealPTBSim
Kaio ManiçobaPMDBSim
Luciana SantosPCdoBNão
Marinaldo RosendoPSBSim
Mendonça FilhoDEMSim
Pastor EuricoPHSSim
Ricardo TeobaldoPTNNão
Silvio CostaPTdoBNão
Sebastião OliveiraPRAbs.
Tadeu AlencarPSBSim
Zeca CavalcantiPTBNão
Wolney QueirozPDTNão
Piauí[24]Átila LiraPSBSim
Assis CarvalhoPTNão
Fábio AbreuPTBNão
Heráclito FortesPSBSim
Iracema PortelaPPSim
Júlio CésarPSDSim
Marcelo CastroPMDBNão
Paes LandimPTBNão
Rejane DiasPTNão
Rodrigo MartinsPSBSim
Rio Grande do Norte[25]Antônio JácomePTNSim
Beto RosadoPPSim
Fábio FariaPSDSim
Felipe MaiaDEMSim
Rafael MottaPSBSim
Rogério MarinhoPSDBSim
Walter AlvesPMDBSim
Zenaide MaiaPRNão
Sergipe[26]Adelson BarretoPRSim
André MouraPSCSim
Fábio MitidieriPSDNão
Fábio ReisPMDBSim
João DanielPTNão
Jony MarcosPRBSim
Laercio OliveiraSDSim
Valadares FilhoPSBSim
Fechar
Sul
Mais informação Estado, Deputado ...
EstadoDeputadoPartidoVoto
Paraná[27]Alex CanzianiPTBSim
Alfredo KaeferPSLSim
Aliel MachadoRedeNão
Assis do CoutoPDTNão
Christiane YaredPRSim
Diego GarciaPHSSim
Dilceu SperaficoPPSim
Enio VerriPTNão
Evandro RomanPSDSim
Fernando FrancischiniSDSim
GiacoboPRSim
Hermes ParcianelloPMDBSim
João ArrudaPMDBSim
LeandrePVSim
Leopoldo MeyerPSBSim
Luciano DucciPSBSim
Luiz Carlos HaulyPSDBSim
Luiz NishimoriPRSim
Marcelo BelinatiPPSim
Nelson MeurerPPSim
Nelson PadovaniPSDBSim
Osmar SerraglioPMDBSim
Paulo MartinsPSDBSim
Ricardo BarrosPPSim
Rubens BuenoPPSSim
Sandro AlexPSDSim
Sergio SouzaPMDBSim
TakayamaPSCSim
Toninho WandscheerPROSSim
Zeca DirceuPTNão
Rio Grande do Sul[28]Afonso HammPPSim
Afonso MottaPDTNão
Alceu MoreiraPMDBSim
Bohn GassPTNão
Carlos GomesPRBSim
Covatti FilhoPPSim
Danrlei de Deus HinterholzPSDSim
Darcísio PerondiPMDBSim
Dionilso MarconPTNão
Giovani CheriniPDTSim
Heitor SchuchPSBSim
Henrique FontanaPTNão
Jerônimo GoergenPPSim
João DerlyREDESim
José FogaçaPMDBSim
José Otávio GermanoPPSim
Jose StedilePSBSim
Luis Carlos HeinzePPSim
Luiz Carlos BusatoPTBSim
Marco MaiaPTNão
Maria do RosárioPTNão
Mauro PereiraPMDBSim
Nelson Marchezan JúniorPSDBSim
Onyx LorenzoniDEMSim
Osmar TerraPMDBSim
Paulo PimentaPTNão
Pepe VargasPTNão
Pompeo de MattosPDTAbs.
Renato MollingPPSim
Ronaldo NogueiraPTBSim
Sérgio MoraesPTBSim
Santa Catarina[29]Carmen ZanottoPPSSim
Celso MaldanerPMDBSim
Cesar SouzaPSDSim
Décio LimaPTNão
Esperidião AminPPSim
Geovania de SáPSDBSim
João Paulo KleinübingPSDSim
João RodriguesPSDSim
Jorge BoeiraPPSim
Jorginho MelloPRSim
Marco TebaldiPSDBSim
Mauro MarianiPMDBSim
Pedro UczaiPTNão
PeninhaPMDBSim
Ronaldo BenedetPMDBSim
Valdir ColattoPMDBSim
Fechar
Centro-oeste
Norte
Mais informação Estado, Deputado ...
EstadoDeputadoPartidoVoto
Acre[34]Alan RickPRBSim
Raimundo AngelimPTNão
César MessiasPSBNão
Flaviano MeloPMDBSim
Jéssica SalesPMDBSim
Leo de BritoPTNão
Major RochaPSDBSim
Sibá MachadoPTNão
Amapá[35]André AbdonPPSim
Cabuçu BorgesPMDBSim
Janete CapiberibePSBNão
Jozi AraújoPTNNão
Marcos ReáteguiPSDSim
Professora MarcivâniaPCdoBNão
Roberto GóesPDTNão
Vinícius GurgelPRAbs.
Amazonas[36]Alfredo NascimentoPRSim
Arthur BisnetoPSDBSim
Átila LinsPSDSim
Conceição SampaioPPSim
Hissa AbrahãoPDTSim
Marcos RottaPDTSim
Pauderney AvelinoDEMSim
Silas CâmaraPRBSim
Pará[35]Arnaldo JordyPPSSim
Beto FaroPTNão
Beto SalamePPAbs.
Delegado Éder MauroPSDSim
Edmilson RodriguesPSOLNão
Elcione BarbalhoPMDBNão
Francisco ChapadinhaPTNSim
Hélio LeiteDEMSim
Joaquim PassarinhoPSDSim
José PriantePMDBSim
Josué BengtsonPTBSim
Júlia MarinhoPSCSim
Lúcio ValePRNão
Nilson PintoPSDBSim
Simone MorgadoPMDBNão
Wladimir CostaSDSim
Zé GeraldoPTNão
Rondônia[37]Expedito NettoSDSim
Lindomar GarçonPRBSim
Lucio MosquiniPMDBSim
Luiz CláudioPRSim
Marcos RogérioDEMSim
Mariana CarvalhoPSDBSim
Marinha RauppPMDBSim
Nilton CapixabaPTBSim
Roraima[38]Abel Mesquita Jr.DEMSim
Carlos AndradePHSSim
Édio LopesPRNão
Hiran GonçalvesPPSim
Johnathan de JesusPRBSim
Maria HelenaPSBSim
Remídio MonaiPRSim
ShéridanPSDBSim
Tocantins[39]Carlos Henrique GaguimPTNSim
César HalumPRBSim
Dulce MirandaPMDBSim
Irajá AbreuPSDNão
Josi NunesPMDBSim
Lázaro BotelhoPPSim
Professora DorinhaDEMSim
Vicentinho JúniorPRNão
Fechar

Transmissão

Com exceção do SBT, todos os principais canais de televisão aberta do Brasil transmitiram a votação do impeachment ao vivo. Somando canais abertos, foram mais de 50 pontos de audiência no domingo registrados durante a votação: 37 da Rede Globo, 8 da Rede Record, 4 da Band, 2 da Rede TV! e 0,8 da TV Brasil.[40]

Na Rede Globo, a audiência teve picos de 37 pontos, o que representava cerca de 7 milhões de casas acompanhando a votação. A emissora passou quase 500 minutos sem interrupções com a cobertura ao vivo da Câmara dos Deputados, um tempo recorde – mais até do que durante a cobertura dos atentados de 11 de setembro, em 2001.[40]

Além das transmissões televisivas, a internet e as emissoras de rádio brasileiras cobriram a votação do início ao fim. Quem foi às ruas também pôde acompanhar o que acontecia na Câmara. Em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília foram montados enormes telões.[40]

Análise das justificativas de votos

Em 2017, os acadêmicos Reginaldo Prandi e João Luiz Carneiro publicaram um estudo na Revista Brasileira de Ciências Sociais que analisou as justificativas de voto dos deputados federais na abertura do impeachment de Dilma Rousseff, comparando os deputados evangélicos e os não evangélicos.[41] Segundo os autores, 93,8% dos parlamentares evangélicos votaram a favor da admissibilidade do impeachment, enquanto este percentual foi de 67,7% entre os não evangélicos.[41]

Segundo o estudo, a bancada evangélica, em comparação com o grupo não evangélico, votou mais fortemente apoiada em justificativas que se mostraram afinadas menos com valores democráticos e mais com o universo da tradição, justificativas como "pela base eleitoral do deputado", "pelo Brasil", "pela família e parentes do deputado" e "em nome de Deus".[41] Via de regra, ela segue a mesma linha dos não evangélicos que votaram a favor do impeachment, mas manifestam seus argumentos com maior peso, o que os distingue no conjunto dos deputados como grupo diferenciado pela identidade religiosa.[41]

Os autores afirmam ainda que, para o conjunto da Câmara dos Deputados, os resultados mostraram que aqueles que votaram a favor da admissibilidade do impeachment — que foram a maioria — tenderam a justificar seu voto com base nas seguintes razões: avaliação de mau governo, corrupção e diferentes itens que podem ser reunidos sob a rubrica da tradição, a qual abrange sentimentos referentes à família, à religião e à base eleitoral do deputado.[41] Os derrotados, que votaram contra o prosseguimento do processo de afastamento, calcaram seus votos preferencialmente em justificativas mais ligadas aos pressupostos da democracia e da legalidade do processo político.[41]

No Senado Federal

Resumir
Perspectiva

No Plenário, sobre a admissibilidade

A votação, no plenário do Senado Federal, sobre a admissibilidade do processo de impeachment de Dilma Rousseff se iniciou em 11 de maio de 2016, às 10 horas da manhã, e autorizou o afastamento da Presidente da República Dilma Rousseff, por 55 votos a favor do impedimento contra 22 contrários, e duas faltas. A votação finalizou em 12 de maio de 2016, na parte da manhã, após cerca de 20 horas de votação.[42][43][44]

Votos

Thumb
Resultado da votação no plenário do Senado por unidade federativa:
  Sim—3 senadores
  Sim—2 senadores
  Sem maioria—1 sim, 1 não, 1 abstenção
  Não—3 senadores
  Não—2 senadores
Mais informação UF, Senador ...
UFSenadorPartidoVoto
RondôniaAcir GurgaczPDTSim
Minas GeraisAécio NevesPSDBSim
São PauloAloysio Nunes FerreiraPSDBSim
ParanáAlvaro DiasPVSim
Rio Grande do SulAna AméliaPPSim
RoraimaÂngela PortelaPTNão
Minas GeraisAntonio AnastasiaPSDBSim
SergipeAntônio Carlos ValadaresPSBSim
PernambucoArmando MonteiroPTBNão
TocantinsAtaídes OliveiraPSDBSim
AlagoasBenedito de LiraPPSim
Mato GrossoBlairo MaggiPRSim
ParaíbaCássio Cunha LimaPSDBSim
PiauíCiro NogueiraPPSim
Distrito FederalCristovam BuarquePPSSim
Santa CatarinaDalírio BeberPSDBSim
Santa CatarinaDário BergerPSDBSim
AmapáDavi AlcolumbreDEMSim
TocantinsDonizeti NogueiraPTNão
MaranhãoEdison LobãoPMDBSim
SergipeEduardo AmorimPSCSim
AmazonasEduardo BragaPMDBFalta
PiauíElmano FérrerPTBNão
CearáEunício OliveiraPMDBSim
Rio Grande do NorteFátima BezerraPTNão
PernambucoFernando Bezerra CoelhoPSBSim
AlagoasFernando CollorPTCSim
ParáFlexa RibeiroPSDBSim
Rio Grande do NorteGaribaldi Alves FilhoPMDBSim
AcreGladson CameliPPSim
ParanáGleisi Hoffmann PTNão
Distrito FederalHélio JoséPMDBSim
PernambucoHumberto CostaPTNão
RondôniaIvo CassolPPSim
ParáJader BarbalhoPMDBFalta
MaranhãoJoão AlbertoPMDBNão
AmapáJoão CapiberibePSBNão
AcreJorge VianaPTNão
Rio Grande do NorteJosé AgripinoDEMSim
ParaíbaJosé MaranhãoPMDBSim
Mato GrossoJosé MedeirosPSDSim
CearáJosé PimentelPTNão
São PauloJosé SerraPSDBSim
Rio Grande do SulLasier MartinsPDTSim
BahiaLídice da MataPSBNão
Rio de JaneiroLindbergh FariasPTNão
GoiásLúcia VâniaPSBSim
Espírito SantoMagno MaltaPRSim
Rio de JaneiroMarcelo CrivellaPRBSim
SergipeMaria do Carmo AlvesDEMSim
São PauloMarta SuplicyPMDBSim
AmazonasOmar AzizPSDSim
BahiaOtto AlencarPSDNão
Santa CatarinaPaulo BauerPSDBSim
Rio Grande do SulPaulo PaimPTNão
ParáPaulo RochaPTNão
Mato Grosso do SulPedro ChavesPSC[nota 1]
ParaíbaRaimundo LiraPMDBSim
AmapáRandolfe RodriguesREDENão
AlagoasRenan CalheirosPMDBAbstenção
PiauíRegina SousaPTNão
Distrito FederalJosé Reguffe(Sem partido)Sim
Espírito SantoRicardo FerraçoPSDBSim
ParanáRoberto RequiãoPMDBNão
MaranhãoRoberto RochaPSBSim
Rio de JaneiroRomárioPSBSim
RoraimaRomero JucáPMDBSim
GoiásRonaldo CaiadoDEMSim
Espírito SantoRose de FreitasPMDBSim
AcreSérgio PetecãoPSDSim
Mato Grosso do SulSimone TebetPMDBSim
CearáTasso JereissatiPSDBSim
RoraimaTelmário MotaPDTNão
RondôniaValdir RauppPMDBSim
AmazonasVanessa GrazziotinPCdoBNão
TocantinsVicentinho AlvesPRSim
Mato Grosso do SulWaldemir MokaPMDBSim
BahiaWalter Pinheiro(Sem partido)Não
Mato GrossoWellington FagundesPRSim
GoiásWilder MoraisPPSim
Minas GeraisZezé PerrellaPDTSim
Fechar

No Plenário, quanto à cassação

Thumb
Mapa do país colorido pela contagem de votos favoráveis à cassação lançados pelos senadores que representam cada UF:
  Três
  Dois
  Um
  Nenhum

No dia 31 de agosto, o plenário do Senado Federal decide cassar o mandato de Dilma. Foram 61 votos favoráveis, 20 contrários e nenhuma abstenção, nem ausência.[45]

No Plenário, quanto à elegibilidade

No mesmo dia em que decidiu cassar o mandato de Rousseff, o plenário do Senado Federal preferiu rejeitar a proposta de torná-la inelegível por oito anos. Foram 42 votos favoráveis, 36 contrários, três abstenções e nenhuma ausência. Sendo assim, os favoráveis não conseguiram alcançar os 54 votos necessários.[45]

16 senadores votaram pela cassação de Dilma, mas votaram contra sua inegibilidade. São eles:[46]

  • Acir Gurgacz (PDT-RO)
  • Antonio Carlos Valadares (PSB-SE)
  • Cidinho Santos (PR-MT)
  • Cristovam Buarque (PPS-DF)
  • Edison Lobão (PMDB-MA)
  • Eduardo Braga (PMDB-AM)
  • Hélio José (PMDB-DF)
  • Jader Barbalho (PMDB-PA)
  • João Alberto Souza (PMDB-MA)
  • Raimundo Lira (PMDB-PB)
  • Renan Calheiros (PMDB-AL)
  • Roberto Rocha (PSB-MA)
  • Rose de Freitas (PMDB-ES)
  • Telmário Mota (PDT-RR)
  • Vicentinho Alves (PR-TO)
  • Wellington Fagundes (PR-MT)

Três senadores votaram pela cassação de Dilma e se abstiveram de votar em sua inegibilidade:

  • Eunício Oliveira (PMDB-CE)
  • Maria do Carmo Alves (DEM-SE)
  • Valdir Raupp (PMDB-RO)

Ver também

Notas

  1. Suplente do senador Delcídio do Amaral, não tinha assumido o cargo antes da votação.

            Bibliografia

            Ligações externas

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