Manuel Alves Branco

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Manuel Alves Branco

Manuel Alves Branco, 2.º Visconde de Caravelas, (Maragogipe,[2] 7 de junho de 1797Niterói, 13 de julho de 1855), foi um juiz de fora, advogado, economista e político brasileiro.

Factos rápidos O Visconde de Caravelas, Ministro da Fazenda ...
O Visconde de Caravelas
Thumb
Manuel Alves Branco
Em litografia de Sébastien Auguste Sisson, 1861.
1º Presidente do Conselho de Ministros do Brasil
Período 20 de maio de 1847
a 8 de março de 1848
Monarca Pedro II
Sucessor(a) O Visconde de Macaé
Ministro da Fazenda
Período 18 de novembro de 1847
a 8 de março de 1848
Antecessor(a) Saturnino de Sousa e Oliveira Coutinho
Sucessor(a) Antônio Paulino Limpo de Abreu
Período 22 de maio de 1847
a 20 de outubro de 1847
Antecessor(a) José Joaquim Fernandes Torres
Sucessor(a) Saturnino de Sousa e Oliveira Coutinho
Período 2 de fevereiro de 1844
a 2 de maio de 1846
Antecessor(a) Joaquim Francisco Viana
Sucessor(a) Antônio Francisco de Albuquerque
Período 1 de setembro de 1839
a 18 de maio de 1840
Antecessor(a) Cândido Batista de Oliveira
Sucessor(a) José Antônio da Silva Maia
Período 16 de maio de 1837
a 19 de setembro de 1837
Antecessor(a) Manuel do Nascimento Castro e Silva
Sucessor(a) Miguel Calmon du Pin e Almeida
Ministro da Justiça
Período 2 de fevereiro de 1844
a 23 de maio de 1844
Antecessor(a) Honório Hermeto Carneiro Leão
Sucessor(a) Manuel Antônio Galvão
Período 16 de janeiro de 1835
a 14 de outubro de 1835
Antecessor(a) Aureliano de Sousa e Oliveira Coutinho
Sucessor(a) Antônio Paulino Limpo de Abreu
Dados pessoais
Nome completo Manuel Alves Branco
Nascimento 7 de junho de 1797
Maragogipe, Baía de Todos os Santos, Brasil
Morte 13 de julho de 1855 (58 anos)
Niterói, Rio de Janeiro,
Brasil
Alma mater Universidade de Coimbra
Esposa Joanna Carneiro Alves Branco
Partido Liberal
Profissão Magistrado e economista
Assinatura Thumb
Títulos nobiliárquicos
Visconde de Caravelas 2 de dezembro de 1854[1]
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Foi deputado geral, ministro da Justiça, ministro da Fazenda, senador e primeiro Presidente do Conselho de Ministros (Primeiro-Ministro) do Império do Brasil, de 20 de maio de 1847 à 8 de março de 1848.

Foi por quatro vezes titular da pasta do Ministério da Fazenda, de 16 de maio a 19 de setembro de 37, de 1 de setembro de 1839 a 18 de maio de 1840, de 2 de fevereiro de 1844 a 2 de maio de 1846, e de 22 de maio a 20 de outubro de 1847, reassumindo o cargo de 18 de novembro de 1847 a 8 de março de 1848.

A Tarifa Alves Branco

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Perspectiva

Em 12 de agosto de 1844 implantou a política tarifária que é conhecida pelo seu nome (Tarifa Alves Branco), aumentando a tarifa aduaneira média para 30%, variando desde 2% para alimentos e insumos essenciais, até 60% para alguns bens de luxo. Tal medida abrangeu cerca de três mil itens importados, despertando vivos protestos não apenas dos empresários britânicos, afetados com esta medida, mas também dos importadores no Brasil e de representantes das classes mais abastadas, que passaram a pagar mais caro pelos itens importados de que dependiam. O objetivo principal da medida foi o de reduzir o déficit fiscal brasileiro.[3] Por essa razão, foi também muito criticada por deputados e senadores que defendiam uma política mais agressivamente protecionista, geralmente ligados ao partido conservador e ao núcleo duro dos 'saquaremas', principalmente Bernardo Pereira de Vasconcelos.[4] O gabinete conservador de 1843 havia elaborado as diretrizes para a elaboração da reforma alfandegária a ser efetivada no ano seguinte por meio do Decreto nº 294,[5] de teor fortemente protecionista, mas foi impedido de levá-la a termo por ter sido apeado do poder. O ministro Alves Branco, ao realizar a reforma, afastou-se dessas diretrizes, priorizando o aspecto fiscal em detrimento dos objetivos protecionistas.[6]

Este aumento perdurou até meados da década de 1860, quando o governo imperial, pressionado pelos grupos exportadores, promoveu uma redução das tarifas.

Gabinete de 22 de maio de 1847

Mais informações: Gabinete Alves Branco[7]

Foi Presidente do Conselho de Ministros

Homenagens

No bairro Quarenta e Dois, na cidade de Santa Luzia, Minas Gerais, um logradouro tem o nome de Rua Manoel Alves Branco, Código de Endereçamento Postal 33025.265.[8]

Referências

  1. Barão de Vasconcelos. «Archivo Nobiliarchico Brasileiro» (PDF). Consultado em 6 de maio de 2012
  2. Mattos informa que: Sacramento Blake, em seu Dicionário Bibliográfico, e Antônio Bulcão Sobrinho, em artigo da Revista do Instituto Genealógico da Bahia, n.2, 1946, dão-no como nascido em Salvador, o seu registro na Faculdade de Letras de Coimbra assinala como tendo nascido em Maragogipe - versão que considera verdadeira - in: Waldemar Mattos (1985). História do Tribunal de Contas da Bahia. [S.l.]: Bureau, Salvador. pp. 34–35, Nota 31
  3. VILLELA, André. Política tarifária no II Reinado: evolução e impactos, 1850-1889, p. 38. Disponível em http://web.face.ufmg.br/face/revista/index.php/novaeconomia/article/view/444/441
  4. Carvalho, Ricardo da Silva (11 de outubro de 2022). «O debate sobre as tarifas alfandegárias no parlamento brasileiro na década de 1840: origens do protecionismo no Brasil». Consultado em 26 de janeiro de 2023
  5. Carvalho, Ricardo da Silva (11 de outubro de 2022). «O debate sobre as tarifas alfandegárias no parlamento brasileiro na década de 1840: origens do protecionismo no Brasil». Consultado em 26 de janeiro de 2023
  6. HOLANDA, Sérgio Buarque de (2004). História da Civilização Brasileira - Volume 5. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil. p. 53
  7. «Rua Manoel Alves Branco, Santa Luzia - MG». informacoesdobrasil.com.br. Consultado em 21 de fevereiro de 2023

Ligações externas

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