Uppland
província histórica da Suécia Da Wikipédia, a enciclopédia livre
Uppland ( PRONÚNCIA), ocasionalmente Uplândia (em latim: Uplandia), é uma província histórica da Suécia, situada no leste da região histórica da Svealand, no centro do país.
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Ocupa 3% da área total do país e tem uma população de 1 757 151 habitantes (2023). É a província mais populosa do país, devido a abranger a parte norte da cidade de Estocolmo.
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Uppland
Uplândia | |
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Província | |
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Localização | |
Região | Svealand |
Condado | Uppsala Estocolmo Västmanland |
Características geográficas | |
Área total | 13,717 km² |
População total (2023) | 1 757 151 hab. |
Altitude máxima | 118 metros (Upplandsberget, em Tallmossen) m |
Outras informações | |
Maior cidade | Uppsala |
Maior lago | Tämnaren/Mälaren |
É uma província com tradições históricas pelo papel desempenhado na formação do futuro reino da Suécia. A antiga Gamla Uppsala foi um centro de culto dos deuses nórdicos Odin e Thor, e a base do rei svea Erik, o Vitorioso, no século X. A cidade de Sigtuna foi fundada no século X e é uma das mais antigas da Suécia. [7][8]
Como província histórica, não tem funções administrativas, nem significado político, mas aparece nos mais variados contextos, como por exemplo em Upplandsmuseet (Museu da Uppland), Upplands Tandvård (Clínica Dentária da Uppland) e Upplands Ishockeyförbund (Federação Regional de Hóquei no Gelo da Uppland). [9][10]
Etimologia e uso
O topônimo Uppland deriva do sueco antigo Upland, significando "as terras afastadas da costa", em alusão ao mar Báltico e ao lago Mälaren. Em 1296, foi decretada a "Lei da Uplândia", para vigorar nas "três terras da Uppland" (folclândias), especificamente Atundalândia, Fiadrindalândia e Tiundalândia, e ainda na região costeira de Roslagen. A nova lei consagra o termo. Num texto em latim do século XIII, a província é mencionada como Uplandia.[11][12][13][14][15]
Em textos em português costuma ser usada a forma original Uppland, e raramente a forma aportuguesada Uplândia. [1] [16] [17] [18]
“ | A província de Uppland (“terra afastada da costa”) consiste num território bastante plano | ” |
Província histórica e condados atuais
A província histórica da Uppland abrange o condado de Uppsala na sua totalidade, a parte norte do condado de Estocolmo incluindo o norte da cidade de Estocolmo, e ainda uma pequena parcela do condado da Västmanland. [19]
- A Província histórica da Uppland
- O Condado de Uppsala
- O Condado de Estocolmo
História

A região da Uppland foi muito cedo o centro histórico do poder dos Suíones (Sveas) – como está evidenciado pelo templo de Gamla Uppsala, onde eram adorados os deuses nórdicos, com destaque para Odin e Thor.
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Teve um papel muito importante na vida política da Suécia, durante a Idade do Ferro e a Idade Média.
Por muito tempo foi considerada uma das principais províncias do país – como se pode ver pela configuracão do seu brasão de armas.
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Na década de 1270, a cidade de Uppsala passou a albergar a Arquidiocese de Uppsala.
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No século XVI, Gustav Vasa acabou com a posição dominante da Uppland no contexto nacional. Mais tarde, no século XVII, chegaram os imigrantes da Valónia, e introduziram a indústria metalúrgica do ferro, mudando assim o caráter até então agrário da província. [21] [20] [7]
Heráldica

O brasão de armas foi feito em 1560 por ocasião do funeral do rei Gustavo Vasa, e é representado pela coroa de duque, com um orbe, representando o poder espiritual e físico da monarquia sueca, ambos com a sua origem nesta província.
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Geografia
Resumir
Perspectiva
A Uppland é uma das províncias mais planas da Suécia. É essencialmente constituída por planícies – como p.ex. em redor das cidades de Uppsala, Enköping e Tierp – com uma ou outra elevação de baixa altitude - como p.ex a crista do esker de Uppsala. [23] [3] É banhada pelas águas do lago Mälaren e do mar Báltico, em cujas costas existem numerosas ilhas, fiordes e enseadas. [24] [3] Por ela fluem os rios Dal e Firis. A província está distribuída pelos condados de Uppsala, Estocolmo e Västmanland. [25] [26] [27]
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Símbolos da Uppland
Comunicações
A província é atravessada de norte a sul pela estrada europeia E4, desde Gästrikland até Södermanland, e passando pelas cidades de Tierp, Uppsala, e Estocolmo. É igualmente atravessada na parte sul – de oeste a leste – pela estrada europeia E18, desde a Västmanland até o mar Báltico, e passando pelas cidades de Enköping, Estocolmo, e Norrtälje. Em Estocolmo, e também em Uppsala, convergem várias linhas férreas. Uma ferrovia atravessa a província no sentido norte-sul, passando por Tierp-Uppsala-Estocolmo. No sentido transversal, uma ferrovia liga Estocolmo a Enköping, continuando depois para Västerås, e uma outra sai de Uppsala em direção a Sala. Entre Estocolmo e Uppsala, fica o aeroporto de Arlanda, o maior da Suécia, e entre Estocolmo e Upplands Väsby fica o aeroporto de Bromma, o segundo da região. [28][29]
Economia
A industrialização da Uppland está ligada à extração e produção de ferro nos séculos XVI e XVII. Hoje em dia, uns 78% dos postos de trabalho estão no setor dos serviços, 19% na produção industrial, e 2% na agricultura e silvicultura.
A indústria está concentrada na região a norte de Estocolmo e nas cidades de Uppsala e Enköping, havendo a destacar os produtos farmacêuticos, os computadores, as ferramentas, o papel, os produtos alimentares e a central nuclear de Forsmark.
Na agricultura predomina a cultura do trigo, da cevada, da aveia e das oleaginosas, para além das batatas e dos legumes.
A província conta ainda com várias agências estatais ligadas aos medicamentos, aos alimentos, à medicina veterinária e aos estudos geológicos.
No campo do ensino, é de destacar a Universidade de Uppsala e a Universidade de Ciências Agrárias da Suécia.
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Património histórico, cultural e turístico
- Castelo de Uppsala[34]
- Catedral de Uppsala[35]
- Cidade viquingue de Birka (cidade viking do século VIII) [36]
- Fyrishov (arena multi-desportiva em Uppsala)
- Jardim Botânico de Lineu[37]
- Museu da Evolução[38]
- Museu Gustaviano (Gustavianum; século XVII; museu anatómico)[39]
- Örskär (ilha e reserva cultural)
- Palácio de Drottningholm[40]
- Palácio de Skokloster[41]
- Pinturas murais de Alberto, o Pintor na igreja de Härkeberga e na igreja de Täby[42]
- Cidade medieval de Sigtuna[43]
- Trilho da Uppland (450 quilômetros)[44]
- Gamla Uppsala[45]
Personalidades ligadas à Uppland
- Anders Celsius, antigo físico e astrónomo sueco[46]
- Arvid Carlsson, antigo premiado com Prémio Nobel[47]
- Carlos XVI Gustavo, rei da Suécia[48]
- Gudrun Schyman, política sueca[49]
- Gustavo Vasa, antigo rei da Suécia no século XVI[50]
- Hans Blix, antigo político e diplomata sueco[51]
- Ingmar Bergman, antigo dramaturgo e cineasta sueco[52]
- Mats Sundin, jogador sueco de hóquei no gelo[53]
- Staffan Olsson, antigo handebolista sueco[54]
Referências
- Oliveira, Leandro Vilar (2020). «Uppland». A guardiã dos mortos: um estudo do simbolismo religioso da serpente em monumentos da Era Viking (sécs. VIII-XI) (Dissertação de Doutorado). Universidade Federal da Paraíba. p. 169.
A província de Uppland (“terra afastada da costa”) consiste num território bastante plano, propício para a pecuária extensiva e até a agricultura.
- «Uppland» (em sueco). Nationalencyklopedin (Enciclopédia Nacional Sueca). Consultado em 29 de maio de 2024
- «Uppland». Norstedts uppslagsbok (em sueco). Estocolmo: Norstedts. 2007-2008. p. 1360. 1488 páginas. ISBN 9789113017136
- «Folkmängd i landskapen den 31 december 2023» (em sueco). Instituto Nacional de Estatística da Suécia. Consultado em 23 de maio de 2024
- Ernby 2001, p. 718.
- Lars Bergquist, Thomas Magnusson, Peter A. Sjögren e Thomas Fehrm (ilustrador) (2002). «Uppland». Norstedts första uppslagsbok. Kunskap från början (em sueco). Estocolmo: Norstedts ordbok. p. 420. 460 páginas. ISBN 9172273186
- «Uppland». Se Sverige med barnen. en reseguide för hela familjen (em sueco). Svenska turistföreningen. Estocolmo: Bonniers juniorförlag e Svenska turistföreningen. 1985. p. 262. 379 páginas. ISBN 91-48-51041-6
- «Landskap» (em sueco). Nationalencyklopedin (Enciclopédia Nacional Sueca). Consultado em 20 de maio de 2024
- Magnusson 2004, p. 212.
- Wahlberg 2003, p. 39.
- Harrison 2009, p. 29.
- Hellquist 1922, p. 1065.
- Friesen 1906, p. 21.
- Maria Isabel Morán Cabanas. «O Caminho de Santiago como Primeiro Itinerário Cultural Europeu e a peregrinação de mulheres santificadas na Europa medieval (Santa Isabel de Portugal e Santa Brígida da Suécia)». Universidade de Santiago de Compostela. Consultado em 23 de setembro de 2024.
A sueca Brígida Birgersdotter (ou Santa Brígida da Suécia) nasceu na província de Uppland...
- Marcos Roberto Nunes Costa e Rafael Ferreira Costa (2019). «Brigida Birgersdotter (da Suécia) (1303-1373)». Mulheres intelectuais na Idade Média (PDF). Entre a medicina, a história, a poesia, a dramaturgia, a filosofia, a teologia e a mística. Porto Alegre: Eitora Fi. p. 172. 296 páginas. ISBN 978-85-5696-599-8.
Brigida Birgersdotter (ou Brígida da Suécia), nasceu na fazenda Finsta188, em Nörrtälje, província da Uppland, Suécia, em 1303, sendo filha do aristocrata Birger Persson de Finsta e de Ingeborg Bengtsdotter, segunda esposa de seu pai.
- Johnni Langer. «Dicionário de mitologia nórdica: Símbolos, mitos e ritos». Livros Google. Consultado em 18 de julho de 2018.
Uppland possui a maior concentração de estelas rúnicas
- «Uppland». Bonniers Compact Lexikon (em sueco). Estocolmo: Bonnier lexikon. 1995-1996. p. 1155. 1301 páginas. ISBN 91-632-0067-8
- Swahn, Jan-Öjvind (1981). «Uppland». In: Bendz, Gerhard. Bra böckers lexikon (em sueco). 24. Höganäs: Bra böcker. p. 59. LIBRIS-ID:127735
- Bolle 2004, p. 44.
- Stålnacke 1999, p. 8.
- Rydstedt 1987, p. 111.
- Blake 1961, p. 547.
- Magnusson 2004, p. 215.
- Stålnacke 1999, p. 4.
- Miranda, Ulrika Junker; Anne Hallberg (2007). «Uppland». Bonniers uppslagsbok (em sueco). Estocolmo: Albert Bonniers Förlag. p. 1052. 1143 páginas. ISBN 91-0-011462-6
- Rydstedt 1987, p. 111-113.
- Stålnacke 1999, p. 5.
- Ernby 2001, p. 793.
- Ottosson 2008, p. 381.
- Ottosson 2012, p. 88.
- Ottosson 2008, p. 380.
- Stålnacke 1999, p. 21.
- Ottosson 2008, p. 327.
- Ernby 2001, p. 569.
- Stålnacke 1999, p. 19.
- Ottosson 2012, p. 374.
- Åberg 1985, p. 263.
- Eriksson 2018, p. 24.
- Steene 2005, p. 28.
Bibliografia
Ligações externas
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