Lucelmo Lacerda

professor, escritor, divulgador científico e ativista brasileiro Da Wikipédia, a enciclopédia livre

Lucelmo Lacerda

Lucelmo Lacerda de Brito (Teófilo Otoni, 24 de junho de 1982) é um professor, escritor, divulgador científico e ativista brasileiro, notável por sua atuação no cenário do autismo no Brasil.

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Lucelmo nasceu e viveu parte da sua infância em Teófilo Otoni, e mais tarde mudou-se para o interior de São Paulo. De origem católica, participou de atividades religiosas e, na juventude, atuou no movimento estudantil. Mais tarde, cursou História na Universidade do Vale do Paraíba (UNIVAP) e mestrado na mesma área na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), desenvolvendo pesquisas no contexto da religião.[1]

Durante a década de 2010, Lucelmo passou a se interessar pela temática do autismo e ensino educacional, sobretudo depois do diagnóstico de seu primeiro filho em 2011.[2][3] Cursou doutorado em Educação pela PUC-SP e também pós-doutorado em Psicologia pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).[4] Como ativista do cenário do autismo, passou a fazer debates sobre temas como práticas baseadas em evidências, análise do comportamento aplicada e educação especial. No final da década, iniciou um canal no YouTube de divulgação científica sobre autismo, que é um dos mais notáveis de profissionais[5][6] e também atuou como professor do curso de especialização em autismo da Universidade Federal do Tocantins (UFT).[7]

É autor de três livros sobre autismo, sendo o mais recente Crítica à pseudociência em educação especial: Trilhas de uma educação inclusiva baseada em evidências, lançado em 2023.[8]

Em 2024, destacou-se por sua participação teórica na elaboração do Parecer 50/2023 do Conselho Nacional de Educação.[9] O documento, chamado "Nortear, orientações para o atendimento educacional ao estudante com transtorno do espectro autista – TEA", estabeleceu diretrizes sobre o processo de educação inclusiva para alunos autistas, e recebeu apoio de entidades e ativistas, mas também críticas.[10][11] Na época, Lucelmo argumentou que o ponto mais importante do documento é o Plano Educacional Individualizado (PEI) e que o PEI é contemplado no texto da Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, da Organização das Nações Unidas (ONU), e é "uma obviedade na literatura científica". Outra pesquisadora e teórica, Maria Teresa Mantoan, se contrapôs a Lucelmo, argumentando que "Não há condições de se adaptar nada para ninguém".[9] Lacerda, por sua vez, é crítico da perspectiva teórica de Mantoan, argumentando que seu discurso seria de "inclusão total", e não a educação inclusiva.[12]

Obras

  • Transtorno do espectro autista: uma brevíssima introdução (CRV, 2017)
  • Autismo: compreensão e práticas baseadas em evidências (Capricha na Inclusão, 2020)
  • Ensino religioso na era da laicidade?: modelos em ação no Brasil (Appris Editora, 2022)
  • Crítica à pseudociência em educação especial: Trilhas de uma educação inclusiva baseada em evidências (Luna Edições, 2023)
  • Bento XVI e Leonardo Boff: Igreja do Brasil na Inquisição (Appris Editora, 2023)

Ver também

Referências

  1. «Lucelmo Lacerda: 'O intelectual tem que ser crítico'». Canal Autismo. Consultado em 11 de dezembro de 2023
  2. Johanna Nublat. «Para entender os três níveis do autismo». Folha de S.Paulo. Consultado em 11 de dezembro de 2023
  3. Abreu, Tiago (2022). Narrativas em áudio: análise de conteúdo de podcasts sobre autismo na podosfera brasileira (Dissertação de mestrado). Universidade Federal de Goiás. Consultado em 11 de dezembro de 2023
  4. Johanna Nublat. «O que é uma educação verdadeiramente inclusiva?». Folha de S.Paulo. Consultado em 15 de abril de 2024
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