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Cara a Cara (telenovela)
telenovela brasileira produzida e exibida pela Rede Bandeirantes Da Wikipédia, a enciclopédia livre
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Cara a Cara é uma telenovela brasileira produzida e exibida pela Rede Bandeirantes, de 16 de abril a 30 de dezembro de 1979, em 223 capítulos, sendo substituída por Pé de Vento.
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Escrita por Vicente Sesso, sob direção de Arlindo Pereira e direção geral de Jardel Mello, foi a primeira "novela das sete" da emissora e marcou o reinício de sua produção dramatúrgica, após um período experimental de 1967 a 1969.[1]
Conta com Fernanda Montenegro, Luis Gustavo, Nathália Timberg, Débora Duarte, David Cardoso, Édson França, Márcia de Windsor e Irene Ravache nos papéis principais.
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Produção e repercussão
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Perspectiva
Cara a Cara reuniu astros da Rede Globo e da Rede Tupi e fez sucesso na época de sua exibição, principalmente após a mudança para a faixa das 19h, horário no qual o autor já havia levado ao ar grandes sucessos como Minha Doce Namorada (1971) e Uma Rosa com Amor (1972), ambas na Globo.
O cantor Antônio Marcos, na época casado com a atriz Débora Duarte, interpretou o tema de abertura da telenovela e viveu o mecânico Nando, um papel importante na telenovela, formando um trio com Fúlvio Stefanini e Luiz Gustavo.
David Cardoso, astro de grandes bilheterias na época das pornochanchadas, conta no livro David Cardoso - Persistência e paixão, que ao ser convidado para fazer a telenovela, que queria o mesmo salário de Fernanda Montenegro, por ser o galã, e que seu nome fosse o primeiro nos créditos de abertura. Cardoso diz ter sido atendido.
A mesma TV Bandeirantes exibiu, a partir da década de 1980, um programa também chamado Cara a Cara, apresentado por Marília Gabriela, que nada tinha a ver com a telenovela.
Em 1983, o próprio Vicente Sesso realizou uma adaptação desta novela na Argentina com o nome da original, Cara a Cara. Foi exibida pelo Canal 11 e protagonizada por Verónica Castro e Pablo Alarcón.
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Enredo
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Perspectiva
Após ter seu filho recém-nascido sequestrado 25 anos antes, a milionária Ingrid Von Schubert passou a vida reclusa em seu palacete em Paris, até conseguir documentos que comprovam que o menino foi enviado para São Paulo, voltando ao Brasil para tentar reencontra-lo. Ela vê sua vida mudar ao conhecer Fran, um jovem festeiro e bem humorado, que mostra para a ricaça como é aproveitar as pequenas coisas da vida pela primeira vez, porém a invejosa Reneé também se interessa pelo rapaz e passa a infernizar o casal. Irmão de Fran, Tonho nunca teve seu amor correspondido por Regininha, porém o pai dela, o arrogante Tarquínio, a pressiona para se casar com o moço para salvar a família da falência.
Tarquínio esconde o fato de ter matado o pai dos irmãos acidentalmente numa explosão, quando tentou assassinar a própria esposa, a submissa e sofrida Belinha, para ficar com a vedete Elisa. Ainda há Márcia, que sofre preconceito dos vizinhos por ser divorciada e tenta começar a vida profissional aos 40 anos; Orestes, um "novo rico" cafona, que vive em guerra com as filhas Natércia e Tatiana por ter se casado com a jovem Zeny, moça deslumbrada que sonha em ser amiga de Ingrid; e Carolina, uma universitária culta e feminista, que se divide entre o charmoso Julinho, filho mais novo de Tarquínio que vive em conflito com o pai, e o grosseirão Dudu, cuja mãe dele, Amélia, é uma viúva dramática morre de medo do filho casar e deixá-la sozinha.[2]
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Elenco
Participações especiais
Reprises
Cara a Cara foi reprisada em três oportunidades: de 6 de outubro de 1980 a 26 de junho de 1981, pela manhã; de 28 de novembro de 1983 a 10 de fevereiro de 1984, às 18h; Em 1991, às 11h da manhã.
Audiência
Por ter Fernanda Montenegro como protagonista, a Band esperava atingir a vice-liderança com a novela e para isso fez uma estrondosa campanha de publicidade nos jornais, revistas e outdoors anunciando "a nova novela de Fernanda Montenegro".[3] Cara a Cara estreou com apenas 5 pontos de audiência, reinaugurando uma faixa considerada "morta", até então ocupada por filmes da década de 1940.[4] Questionado sobre o baixo índice inicial, Carlos Augusto de Oliveira, diretor da emissora, disse "A tendência real é que Cara a Cara só vai ser conhecida daqui a 60 ou 90 dias. Não fazíamos novela antes, é um trabalho de conquistar um público novo".[4]
E de fato isso aconteceu: a partir do segundo mês a trama foi crescendo na audiência e tirou a vice-liderança de Dinheiro Vivo, da Rede Tupi, chegando a marcar 15 pontos.[5]
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Referências
- «Cara a Cara». Teledramaturgia. Consultado em 28 de abril de 2017
- «NOVELAS DA REDE BANDEIRANTES-ANOS 70». Consultado em 13 de julho de 2019
- «CARA A CARA COM CYBORG». Revista Movimento. 25 de abril de 1979. Consultado em 9 de fevereiro de 2021
- «A briga pelo Ibope entre Boni e Guga, ganhou Avancini». ISTO É. 25 de abril de 1979. Consultado em 9 de fevereiro de 2021
- «Reta Final de Cara a Cara na vice-liderança». Jornal do Brasil. 18 de novembro de 1979. Consultado em 8 de fevereiro de 2021
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Ligações externas
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